quarta-feira, 6 de março de 2024

Especial Eleições. Entrevista a Joaquim Celestino. | CDU/PCP


Com larga participação autár￾quica e intervenção política local e
regional, Joaquim Celestino Ribei￾ro é atualmente membro eleito da
Assembleia Municipal de Caminha
e da Assembleia Intermunicipal da
CIM do Alto Minho, liderando o res￾petivo grupo político nestes órgãos.
É ainda Dirigente Sindical, membro
da Direção Distrital de Viana do Cas￾telo do SPN – Sindicato dos Profes￾sores do Norte, membro da Comis￾são Concelhia de Caminha do PCP e
da Direção da Organização Regional
de Viana do Castelo do PCP.
Nascido em 1972, é licenciado e
profissionalizado no ensino de Físi￾ca e Química, lecionando no Agru￾pamento de Escolas do Concelho de
Caminha, tendo assento no respeti￾vo Conselho Pedagógico, enquanto
coordenador do Departamento de
Ciências Exatas e Experimentais.
Preside ainda à Assembleia Geral da
Associação Humanitária dos Bom￾beiros Voluntários de Vila Praia de
Âncora.
Acumula experiências passadas
na qualidade de docente e forma￾dor no setor público, particular e
cooperativo e associativo setorial
(agrícola e ensino profissional), em
todo o Alto Minho, bem como de
gestão administrativa e pedagógica
no Ensino Artístico Especializado da
Música.
A CDU e os seus candidatos par￾ticipam nesta batalha eleitoral em￾penhados no esclarecimento das
populações e no reforço eleitoral da
CDU que contrarie o rumo político
que tem levado ao encerramento de
serviços públicos, ao agravamen￾to das desigualdades na região e ao
despovoamento, com tradução mais
recente na perda de um deputado a
eleger pelo distrito de Viana do Cas￾telo. Este é o legado de 6 deputados
eleitos ao longo dos anos, do PS, PSD
e CDS, e que prova que se 6 nunca
foram capazes de fazer diferente,
não será com 5 que farão melhor. A
solução é confiar na CDU, reconhe￾cendo as provas dadas no seu traba￾lho na região, apoiando políticas de
coesão territorial, de maior e melhor
disponibilidade de serviços públi￾cos, de luta pela regionalização que
entregue à região a sua capacidade
natural de crescimento.
Como pretende promover o desen￾volvimento económico e social no Alto
Minho e noutras regiões do país?
O que é bom para a região, é bom
para o país. Aliás, não há desenvol￾vimento económico regional que não
contribua para o desenvolvimento do
país (importa, isso sim, diminuir as
assimetrias). O verdadeiro desenvolvi￾mento económico e social começa, por
isso, na melhoria das condições de vida
das populações. Daí que o aumento dos
rendimentos contribui decisivamente
para este processo. Os objetivos pro￾postos pela CDU são centrais e mobili￾zadores das regiões, desde logo porque
se sustentam na valorização do traba￾lho, garantindo o pleno emprego, me￾lhor remunerado e combativo da pre￾cariedade. Daí que o desenvolvimento
que propomos requer um acréscimo do
investimento público e privado, am￾pliando o mercado interno. É por isso
um modelo de desenvolvimento que vê
como motor de crescimento a produção
Especial Eleições. Joaquim Celestino. | CDU/PCP.
“O PCP apresentou já como propostas de alteração ao orçamento
do estado para 2024 o prolongamento da A28 até Valença,
Monção e Melgaço”
nacional, elemento de valorização das
regiões, das suas gentes e da sua identi￾dade. É nessa vivência coletiva que en￾tendemos os territórios como dinâmi￾cas económicas mistas, dando controlo
público aos sectores estratégicos mas
acomodando todos os contributos do
privado e do cooperativo e social. Aliás,
neste último capítulo importa a adoção
de medidas fiscais de descriminação
positiva das cooperativas e da criação
de um Fundo Nacional Cooperativo,
tal como propõe a CDU. Esta amplitude
assume na região todo o seu potencial
turístico, agrícola, de pesca e indústria,
à dimensão do território, valorizando
a sua localização e ligações, que, com
urgência, carece de melhoria, seja ro￾doviária ou ferroviária, privilegiando
disponibilidades públicas intermodais,
aproximando o distrito da realidade de
outras regiões do país.
Que políticas específicas planeia
implementar para apoiar as indústrias
locais, como o vinho verde na região do
Alto Minho?
O PCP e a CDU acumulam a defesa da
produção nacional nas mais variadas
vertentes e produtos, nunca esquecen￾do o que ao vinho verde diz respeito.
Aliás, mesmo sem qualquer deputado
eleito pelo distrito não deixou o PCP e a
CDU de acompanhar e intervir em de￾fesa da atividade e do rendimento justo
dos produtores, bem como no apoio à
produção e às cooperativas agrícolas.
A especificidade do vinho verde não
estabelece, contudo, qualquer regime
de exceção, acompanhando a defesa
e valorização da produção nacional
como elemento fundamental da nossa
soberania e do nosso desenvolvimento
económico. No restante da indústria é
necessário o reconhecimento do papel
das MPME (micro, pequenas e médias
empresas) e do papel da indústria, em
particular, na substituição das impor￾tações pela produção nacional e mesmo
no crescimento das exportações.
Quais são as suas propostas para
melhorar as infraestruturas no Alto
Minho, como estradas e transportes
públicos?
A posição do PCP nesta matéria é já
conhecida, identificando eixos rodo￾viários estruturantes que urge concluir,
como a A28 até Valença, ou a ligação
de Valença a Melgaço, que não serve,
tal como se encontra, os interesses da
região. Sobre esta matéria importa re￾cordar que o PCP apresentou já como
propostas de alteração ao orçamento
do estado para 2024 o prolongamento
da A28 até Valença, Monção e Melga￾ço, que não foi acompanhada por PS,
PAN e IL . Soma-se ainda a conclusão
da ligação entre Vila Nova de Cerveira
e Paredes de Coura e investir signifi￾cativamente numa rede de transportes
públicos, levando à justa e necessária
diminuição de preços, ajustando horá￾rios que cruzem as ligações rodoviárias
e ferroviárias e dando cumprimento
ao modelo intermodal que caracteriza
outras zonas do país. Aliás, propomos
o passe único intermodal e inter-re￾gional a 40 euros, o que responde ao
drama de muitos utentes que viram o
custo mensal das viagens entre o dis￾trito e o Porto aumentar muito desde o
início do ano.
Como planeia impulsionar o turis￾mo na região, considerando o poten￾cial do Alto Minho em termos de patri￾mónio cultural e natural?
O setor do turismo não só é reconhe￾cido como um potencial gerador de ri￾queza como o é efetivamente, com des￾tacado relevo no Alto Minho. Importa
por isso criar as condições de integração
do turismo enquanto elemento de uma
ampla estratégia de desenvolvimento
da economia nacional. Nesta se inclui o
combate à sazonalidade, à precarieda￾de laboral e aos baixos salários pratica￾dos no setor. Por outro lado, há a ques￾tão relacionada com a articulação com
outras atividades económicas, espe￾cialmente das produtivas e a defesa do
património natural e cultural. Em todo
o caso, este desenvolvimento turístico
deve atender à ação determinante do
Turismo do Porto e Norte e das autar￾quias locais, nas que se destaca o contri￾buto presente por parte dos municípios.
Há igualmente a consciência de que o
turismo será favorecido pelo maior in￾vestimento nos transportes e serviços
públicos e não pode ignorar o direito à
habitação, combatendo o crescente do￾mínio do capital estrangeiro.
Qual é a sua visão para o setor agrí￾cola e pesqueiro no Alto Minho e como
pretende apoiar os produtores locais?
Quando o PCP afirma uma política
patriótica e de esquerda fá-lo na estei￾ra de 6 grandes objetivos: 1. Soberania
nacional; 2. Desenvolvimento solidá￾rio; 3. Produção nacional; 4. Estado ao
serviço do povo; 5. Coesão e equilíbrio;
6. Liberdade e democracia. Ora a agri￾cultura e as pescas são parte integrante
desta política, determinantes na defesa
dos sectores produtivos e da produção
nacional. Como o PCP e a CDU advo￾gam no seu programa, o desenvol￾vimento da agricultura e das pescas
são garante da soberania alimentar,
afirmando-se o “apoio às explorações
familiares, à pesca artesanal e costeira,
às micro, pequenas e médias empresas
e ao sector cooperativo, assegurando
o controlo público dos sectores funda￾mentais da economia”.
No plano dos investimentos públicos
necessários ao setor da pesca, face às
evidências e dificuldades, é urgente e
necessário, ouvidos os pescadores, que
se estabeleça um plano estratégico de
investimentos que promova a fixação
dos pescadores e de segurança nas bar￾ras, onde a existência de um sistema
público de dragagem será um contri￾buto fundamental.
Como abordaria questões relacio￾nadas com a educação e o emprego no
Alto Minho para promover o desen￾volvimento sustentável?
A questão encerra dimensões distin￾tas, mesmo que se encontrem sempre
conexões e se reconheça a centralidade
do desenvolvimento sustentável. Na
educação as perspetivas são também
diversas, estando uma associada ao
emprego, desde logo pela recuperação
do tempo integral de serviço prestado
pelos professores, os salários e as car￾reiras, atravessando outros problemas,
como a habitação que, tal como noutros
setores, limita, cada vez mais, a fixação
de profissionais. Esta questão influen￾cia igualmente a perspetiva dos alunos,
especialmente ao nível do ensino supe￾rior e particularmente os deslocados. As
ofertas educativas são de facto uma di￾mensão que deve responder às necessi￾dades da região, no que respeita ao en￾sino profissional, garantindo-se oferta
pública, articulada com os municípios, e
valorizando a educação artística, sendo
urgente, no Alto Minho, a sua integra￾ção na esfera pública, acomodando as
parcerias municipais necessárias.
Uma educação que valoriza o cresci￾mento em conhecimento e que garante
a progressão de estudos, que promove
a integração no mercado de trabalho
local, cada vez mais exigente, e que não
exclui a dimensão cultural, é o caminho
que conduz a um maior e melhor futuro
para o território.
Há ainda outras dimensões que im￾porta referir e que mostram o percurso
que o PCP e a CDU têm vindo a defender
e a promover, garantindo direitos para
todos, pais e crianças. Nestas destaca￾mos a construção de uma rede pública
de creches, a compatibilização entre a
vida familiar e a vida profissional, o di￾reito das crianças a brincar e a garantia
de autonomia económica e social das
famílias.
Qual é a sua visão sobre a coopera￾ção entre os municípios do Alto Minho
e como pretende fortalecer essa cola￾boração?
O Alto Minho é uma região que ao
longo do tempo experimentou dife￾rentes ligações, promovendo aproxi￾mações e distanciamentos que revelam
bem as vulnerabilidades da adminis￾tração do território, das visões e políti￾cas que se afastam da Constituição da
República e que alimentam parte sig￾nificativa de processos, não de descen￾tralização, mas antes de desresponsa￾bilização do Estado. Só nos últimos 20
anos vimos nascer e morrer a Valimar,
chegada a sul ao Distrito de Braga, com
Esposende a unir-se na corda litoral a
Viana do Castelo e Caminha, ao mesmo
tempo que se rompiam amarras ao vale
do Minho, unido na Associação de Mu￾nicípios do Vale do Minho. Pelo meio se
confundiram associações setoriais com
cooperação, essencialmente no domí￾nio da água e dos resíduos sólidos. Hoje,
o Alto Minho está formalmente inte￾grado na Comunidade Intermunicipal
(CIM) do Alto Minho, que não tem a
força que uma verdadeira regionaliza￾ção poderia dar mas que mostra cami￾nhos de entendimento e preocupações
comuns. Acresce ainda a particularida￾de das eurocidades e as proximidades
à Galiza. Em todo caso são muitas as
dificuldades e maiores as dúvidas sobre
a capacidade de uma verdadeira coo￾peração entre os municípios. A criação
da AdAM é um dos exemplos onde a
falta de uma efetiva cooperação entre
municípios, capaz de dar a dimensão
desejada aos projetos de investimento
financiados por contratos programa,
essencialmente europeus, permitiu a
criação de um negócio da água que ig￾nora o investimento municipal, o seu
conhecimento e recursos, e que se refle￾te em duas questões essenciais: 1. De￾pendência dos municípios da empresa,
dos seus serviços e das prioridades que
esta estabelece; 2. Agravamento do
acesso e disponibilidade da água aos
cidadãos, desde logo pelo aumento de
custos. Mas os caminhos da coopera￾ção e ação comum são mais evidentes
quando esta união se faz a 7 e não a 10.
Somam-se as dificuldades de criação
de condições para o estabelecimento
de uma rede de transportes na região,
processo que, entre outros, não fez o
devido uso do orçamento de estado
que previa uma diminuição de custos
de transporte, elemento essencial na
luta do PCP e da CDU, diminuindo as
assimetrias regionais. As dificuldades
na colaboração expressam igualmente
o que aliás é a evidência do quanto os
deputados do PS e PSD, eleitos pelo dis￾trito de Viana do Castelo, se afastam da
defesa da região, não tendo apoiado as
propostas do PCP para o Orçamento de
Estado para 2024, nomeadamente na
eliminação das portagens da A28 ou na
internalização do serviço de radiologia
na ULSAM ou a criação de um serviço
de radioterapia nesta unidade.
Perante todas estas evidências o im￾portante é de vez contribuir para uma
efetiva regionalização, com órgãos
democraticamente eleitos, respeitador
das identidades locais e das suas liga￾ções territoriais, encontrando nelas os
elementos de colaboração e cooperação
para o desenvolvimento regional nas
linhas do que acima se referiu.
O PCP tem sido, dentro das suas pos￾sibilidades e representações, inclusiva￾mente na CIM, a partir da Assembleia
Intermunicipal, um elemento de valo￾rização do território, de afirmação da
coesão e de disponibilidade para o diá￾logo que conduza ao contributo para as
melhores soluções para o Alto Minho.
Este é na verdade o compromisso que
assumimos e que faz eco da nossa for￾ma de estar e agir na sequência do voto
popular que a 10 de Março encontrará
na CDU a razão para o aumento dos
salários, das pensões e reformas, de de￾fesa das funções sociais do Estado, com
destaque para o SNS, entre tantas ou￾tras que reconhecem sempre que a CDU
ganha força, a vida melhora!

🔴Especial Eleições. Entrevista Márcia Henriques | RIR


Márcia Henriques é a presidente do “Reagir Incluir Reciclar” (RIR) e cabeça de lista do
partido às próximas eleições
legislativas. Ao nosso jornal
deu-nos a conhecer algumas
das propostas do RIR.
Qual é a sua visão para Portugal e as principais prioridades do
seu governo, caso seja eleito?
Portugal precisa de um plano
estratégico, tal como nas grandes
empresas. Onde queremos chegar, onde queremos estar daqui a
meio século? Definir prioridades,
consolidar e reforçar a nossa eco￾nomia, pois só assim conseguiremos reter jovens no mercado
de trabalho, aumentar salários e
reduzir impostos.
Como planeia abordar questões sociais, como saúde e educação, e promover o desenvolvimento económico do país?
No seguimento do que referi
anteriormente, nada impede que
o desenvolvimento económico do
país possa caminhar lado a lado
com o reforço dos serviços públicos e dos apoios sociais. Com
planeamento e definição de prioridades, é possível chegar a todos.
O que a motivou a candidatar-
-se a Primeira-ministra?
As eleições legislativas não
elegem um Primeiro-Ministro.
Elegem 230 deputados. É muito
importante que os cidadãos tenham consciência de como funciona o sistema eleitoral e como
o chamado voto útil é enganador,
uma verdadeira armadilha para a
democracia. Mas posso garantir,
que como deputada, defenderei
os interesses de todos os portugueses, mesmo daqueles que não
votaram no Partido Reagir Incluir
Reciclar, com bom senso, moderação, responsabilidade, de forma
livre e isenta.
Como enfrentaria desafios globais, como mudanças climáticas
e pandemias, enquanto líder do
país?
Todos nós aprendemos com as
experiências que temos tido até
agora. Há que enfrentar os problemas de forma realista e sem
medo, mas sempre conscientes
dos interesses dos cidadãos, que
têm de estar sempre em primeiro
lugar.
Qual seria a sua abordagem
para as relações internacionais de
Portugal e para a União Europeia?
O Partido Reagir Incluir Reciclar
é um partido europeísta e não há,
neste momento, qualquer possibilidade de Portugal abandonar
a União Europeia, principalmente
por questões económico-financeiras e de sustentabilidade do
nosso país. No entanto, não podemos continuar a ser tão dependentes como estamos atualmente,
nem podemos estar sempre a pedir apoios.
Quais reformas estruturais
considera prioritárias para impulsionar o crescimento económico de Portugal?
A Justiça precisa de ser revitalizada, com mão-de-obra, que
permita uma tramitação mais
célere dos processos judiciais.
Nenhum cidadão ou empresa
pode estar à espera meia dúzia
de anos por uma decisão. Não há
nenhuma empresa que venha investir em Portugal, sabendo que,
se por exemplo, tiver que cobrar
uma dívida, arrisca-se a não receber nada, ou a receber 10 anos
depois. Não há investidor que
queira arriscar ter um negócio
em Portugal, quando os Tribunais
Administrativos e Fiscais demoram uma eternidade a decidir se
a Autoridade Tributária pode ou
não cobrar determinado imposto, fazendo penhoras desproporcionais, que contribuem para a
redução de confiança dos empresários.
Como planeia fortalecer as
instituições e combater a corrupção no país?
Muita da corrupção, evasão
fiscal e economia paralela existe porque a carga fiscal é muito
elevada e compensa fugir ao pagamento de impostos. Há que reduzir, em primeiro lugar e como
prioridade, as taxas máxima e in￾termédia do IVA, respectivamente
de 23% para 17% e de 13% para
10%.
Qual é a sua abordagem para
melhorar o sistema judicial e
reforçar a segurança pública em
Portugal?
Relativamente ao sistema judicial, como já referi, há necessidade de olhar com muita atenção para os problemas de falta
de funcionários, procuradores e
juízes, com especial atenção para
a valorização das carreiras dos
oficiais de Justiça que não recebem horas extras e grande parte
dos dias trabalham muito além
do normal horário de trabalho.
Quanto às polícias, o descontentamento actual é culpa exclusiva
do anterior Governo de António
Costa, que deliberadamente atribuiu um aumento extraordinário
a uma força policial, deixando as
restantes com um sentimento de
injustiça e de abandono que põe
em causa a segurança dos cidadãos, porque não é aceitável que
homens e mulheres que estão
na primeira linha de segurança
sejam ignorados e humilhados
como foram. Mas mais que a atribuição de subsídios, é essencial a
valorização das carreiras profissionais. Não é aceitável que um
agente ou guarda nos primeiros
anos de exercício das funções aufira um rendimento quase igual
ao salário mínimo nacional, sendo deslocado para longe de casa e
não conseguindo pagar uma renda.
Como pretende alcançar um
equilíbrio orçamental responsável, mantendo simultaneamente
o investimento em áreas críticas?
Com ponderação e prioridades
bem definidas. Tal como nas nossas casas, se ganhamos 100, não
podemos gastar 200. Há que continuar a pagar a dívida pública,
mas sem desleixar as necessidades internas, o que com uma boa
gestão é plenamente possível.
Como planeia impulsionar a
inovação e melhorar o sistema
educacional para preparar
a próxima geração?
Investir na educação e no ensino de qualidade é primordial para
garantir um melhor futuro para a
próxima geração. É necessário ter
uma organização pedagógica e
curricular mais integrada e flexível para os alunos. Temos que
preparar os jovens com valores e
habilitá-los para a vida e trabalho na era da Inteligência Artificial, que é o futuro. A inovação é a
resposta certa para a sobrevivência à crise e à necessidade de todo
o sistema económico se reequilibrar e consequentemente impulsionar o crescimento económico
do país.
Como pretende promover o
desenvolvimento económico e
social no Alto Minho e noutras
regiões do país?
Através do desenvolvimento e
da promoção do potencial transfronteiriço das empresas e com a
potencialização de oportunidades
económicas da euro-região.
Que políticas específicas planeia implementar para apoiar as
indústrias locais, como o vinho
verde na região do Alto Minho?
A indústria do Vinho Verde
constitui um dos grandes motores
regionais de desenvolvimento do
País. A Região Demarcada dos Vinhos Verdes tem vindo a demarcar-se no mercado nacional das
vendas e nas exportações. Há que
manter a promoção externa do
produto e da região.
Quais são as suas propostas
para melhorar as infraestruturas
no Alto Minho, como estradas e
transportes públicos?
A requalificação da Estrada
Nacional (EN)101, de Valença até
Monção, e da EN 202, de Monção
até São Gregório, em Melgaço. O
reforço da aposta na ferrovia, é
fundamental para o reforço das
relações com a Galiza, e a criação
de uma rede de transportes públicos para o Alto Minho.
Como planeia impulsionar o turismo na região, considerando o
potencial do Alto Minho em termos
de património cultural e natural?
Especial Eleições. Márcia Henriques | RIR.
Apostando no Turismo Religioso e nos Caminhos de Santiago,
aproveitando todo o património
histórico que existe, usufruindo
assim do forte impacte económico que tem no desenvolvimento
local, contribuindo para maior
riqueza e emprego na região;
sendo este um tipo de turismo
que é possível ter todo o ano, sem
grandes oscilações sazonais.
Qual é a sua visão para o setor
agrícola e pesqueiro no Alto Minho e como pretende apoiar os
produtores locais?
A política das pescas e da
agricultura, infelizmente, está
quase totalmente dependente
das políticas europeias. Assim,
e em primeiro lugar, temos que
ter um Ministério forte, que sem
medo, consiga impor Portugal
dentro da Comissão Europeia e
negociar sem medo e sem cedências escabrosas.
Como abordaria questões relacionadas com a educação e
o emprego no Alto Minho para
promover o desenvolvimento
sustentável?
O desenvolvimento sustentável do país está sempre presente
nos nossos objectivos e nos nossos
ideais. O Partido Reagir Incluir
Reciclar é um partido humanista e ecologista, que não descarta
a sustentabilidade, e tem sempre
presente o ambiente. De nada nos
servirá ter fábricas e indústria, se
não tivermos a qualidade de vida
que a natureza nos proporciona. E
isto deveria ser sempre o objectivo de todos os Governos, o equilíbrio e a sustentabilidade das
várias regiões, onde o Alto Minho
não é excepção.
Qual é a sua visão sobre a cooperação entre os municípios do
Alto Minho e como pretende fortalecer essa colaboração?
A cooperação que refere, incluindo a cooperação transfronteiriça pode ser, só por si, bem
mais relevante que uma regionalização propriamente dita. Aliás,
poderá tratar-se de cooperação a
diversos níveis, incluindo até, ao
nível da prestação de cuidados de
saúde, e não só a nível industrial
e económico

segunda-feira, 4 de março de 2024

Alto Minho tem 30 mil empresas e um volume de negócios de 6,4 mil milhões de euros

No concelho existem
atualmente quatro
grandes parques
empresariais, com 252
empresas instaladas,
destacando-se 28
grandes empresas.
Viana do Castelo conta
com 5.658 empresas,
que registam 31.000
postos de trabalho.

Preços de arrendamento mais elevados de sempre em Monção

Somente através do
diálogo aberto e da ação
coletiva podemos criar
um futuro onde todos
possam desfrutar dos
benefícios de viver nesta
bela e acolhedora cidade
do Minho.

domingo, 3 de março de 2024

Executivo de Mazedo e Côrtes quer criar Aldeia Desportiva Intergeracional

Esta Aldeia Desportiva
Intergeracional
contempla num mesmo
espaço, várias ofertas
desportivas, de lazer e
culturais com valências,
atualmente inexistentes,
nos vários Concelhos do
Vale do Minho.

Entrevistas aos candidatos para as legislativas de 2024

No dia 10 de março, os
portugueses são uma
vez mais chamados às
urnas para as eleições
legislativas.

sexta-feira, 1 de março de 2024

Editorial. A Direção do Jornal A Terra Minhota faz um apelo ao voto nestas eleições legislativas.

A 10 de Março, as Portuguesas e os Portugueses
elegem o próximo Parlamento Português, de onde
posteriormente sairá o XXIV
Governo de Portugal. 
Em Democracia, somos
convocados, com intervalos
regulares, para escolher os
nossos representantes através do voto, concedendo-
-lhes assim legitimidade. 
Votar é um direito, mas
é também um dever cívico, assente numa cidadania
ativa e responsável, e cuja
manifestação nos une enquanto comunidade nacional, independentemente de
quem escolhemos votar. 
As presentes eleições resultam de uma situação
excecional, dado que, a legislatura anterior foi interrompida por motivos que
todos conhecemos. 
Votar é uma das formas de
defender a República e a Democracia. 
Votar é também uma forma de Resistência. 
Num tempo em que cada
vez mais se fala de Liberdade e menos em Democracia,
relembramos que o único
sustento da Liberdade é a
Democracia.
A Direção do Jornal A Terra Minhota, apela a que, no
domingo dia 10 de março, as
Portuguesas e os Portugueses exerçam o seu direito de
voto, de forma cívica, consciente e democrática
A Direção do Jornal

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